domingo, 30 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

'Diálogos etílicos com o diabinho do lado esquerdo.'

-Sabe, Petrus... a falta dele é como uma crise de labirintite:não sinto sempre com a mesma intensidade, mas os sintomas nunca vão embora completamente. E quando tomo café e a madrugada chega tenho os primeiros sinais de uma tontura[tortura] que me conduzirá a noite inteira.
-Pára de tomar café! _ ele disse.
-E as madrugadas?
-Encontre quem as preencha sem fazer grandes perguntas ou exigir de ti sentimentos que nem te pertencem. Ah Kat egoismo foi feito pra ninar nossa alma. Pensar sempre nos outros é coisa de voluntário da cruz vermelha.

[tão amoral que me fez rir]




segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Depois de um fim de semana cheio de pequenas alegrias, cheio de todas as coisas desejadas, cheio de todos os cheiros, e sensações, e toques, e sabores... parece tão injusto exigir mais do mundo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Toca Raull!!!


Bombardeada pela mídia desde cedo graças aos 20 anos da morte do Rauzito, seria inevitável escrever sobre.
Quem me conhece suficientemente bem tá cansado de me escutar falar mal de suas canções toscas e seu visual bizarro. Também tô cansada de seus admiradores tentarem me convencer de sua genialidade. Mas como morto é morto e artista é artista hoje vou pagar pau pro Raul.
Venhamos e convenhamos que mesmo esquisito ao extremo o cara tinha uma coragem sobrenatural. Nem todo mundo teria peito pra gravar algo tão terrivelmente medonho como "Cowboy fora da lei" enquanto o país se deliciava ouvindo "Cecília" na voz do Chico (sim, eu sou louca pelo Chico e engrosso o coro das lunáticas que acham que ele é perfeito. Pronto, falei).
Além da sua incrível capacidade musical non sense ainda tem o visual. Pessoas que me leêm alguém já viu alguém mais brega que o Raul??? (sei o que o Elvis é um competidor à altura, but...)
Fora esse emaranhado de estranhezas ainda tem a aura mística e, na minha opinião, desrespeitosa que envolve a imagem dessa criatura. Sem falar no alcoolismo, nos excessos...
Aí me pergunto: Como alguém tão fora do normal conseguiu virar esse mito que é hoje?
E cheguei a algumas conclusões:
1. O ideal de sociedade alternativa era bem bonito, tem um apelo midíatico super forte (na época que surgiu ainda era bem mais), dá um tom de rebeldia às gerações sem grandes causas e alimenta esse ar místico que envolve o personagem Raul Seixas;
2. Ele era um camaleão e mudou de visual e estilo musical conforme a sociedade mudava. Tenho medo dos fankeiros descobrirem essa jogada de marketing.=/
3. Foi o primeiro a cultuar e a mostrar (ou impor) o lado bom da loucura. Embora eu ache que o Tom Zé faça isso bem melhor.
4. O cara soube morrer. Gente, um diabético não tomar insulina e encher a cara é um jeito bem poético de dizer que cansou da vida e quer um descanso.
5. Decididamente o maior estímulo a todos os cantores de karaokê do mundo. Fazer sucesso com aquela voz é notável.
6. Era baiano. Bem difícil não gostar de um baiano. (Drica, ache-se. Essa foi pra ti.)

Depois de enxergar tantas "qualidades" finalmente consegui escutar uma música dele por inteiro. Nem foi tão difícil como imaginei, mas não sei se farei isso novamente.



Música legal. -.-

*Post dedicado ao Deivi. Maior fã de Raul que conheço.*

quarta-feira, 19 de agosto de 2009





Eu sei que vai passar... poucas coisas são perenes e eu sei que você não é uma.
Desde o princípio se mostrou estranho demais ao que me é habitual e isso é imperdoável pra quem pretende ser o dono dos meus dias.
Abusei do direito de baixar a guarda, eu sei. Mas você nunca me pareceu oferecer perigo algum além do vício instântaneo da tua presença. Baixei a guarda pq precisava que você entrasse na minha vida e mudasse um monte de coisas chatas e regulares demais. E você mudou.
Mudou tudo o que foi permitido e invadiu áreas restritas por gigantescos outdoors que gritavam: Cuidado! Por aí não! Atenção pra curva logo adiante!
Você ignorou todos os avisos e eu amei isso.
Amei como te amo.
Amei como amo cada lembrança que ficará pra sempre.
E quando passar, quando pensar em você não doer mais, ainda vou amar a carga de intensidade que veio junto contigo.
Quando passar ainda vou saber que ser tua é gostoso demais e sempre vou fechar os olhos ao lembrar disso.
Quando meu afeto mudar de lugar ainda vai existir as comparações, ainda vou ficar triste quando perceber que ninguém mais sabe ler meus pensamentos como você.
E quando finalmente tiver esquecido quase tudo ainda vai existir o mel pra lembrar que você foi a parte mais doce de toda uma vida. Tão doce que seria pedir demais que ficasse pra sempre. Tão doce que a eternidade estragaria a magia. Tão doce que, pra não estragar nada, te deixo em paz.



segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Bailarina e o Astronauta


Eu sou uma bailarina e cheguei aqui sozinha.
Não pergunte como eu vim, porque já não sei de mim.
Do meu circo eu fui embora, sei que minha família chora.
Não podia desistir, se um dia, como um sonho ele apareceu pra mim.
Tão brilhante como um lindo avião.
Chamuscando fogo e cinzas pelo chão.
De repente como um susto, num arbusto logo em frente, acnteceu uma explosão, afastando a minha gente.
Mas eu não quis ir embora, não podia ir embora.
Como se nascesse ali, um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração. Alma, vida e até minha atenção.
Mas vieram as sirenes e homens falando estranho.
Carregaram meu presente, como se ele fosse um santo.
Dirigiam um carro branco e num segundo foram embora.
Desse dia até agora, não sei como, não pergunte, procuro por todo canto.
Astronauta, diz pra mim cadê você, bailarina não consegue mais viver.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009





(Fingir que te deixo
livre é um jeito
egoísta de te amar).
-Lya Luft-


sábado, 1 de agosto de 2009

Na Cachaçaria...





Todo mundo tenta me ensinar essa droga e sempre acabo parecendo uma retardada.--'
Próxima vez vou num baile funk. Basta chamar palavrão e requebrar que qualquer um acha bonito. aff

*post de indignação por mais vez tu ter me convencido sr. Leonardo.*

Milágrimas (Alice Ruiz)



Em caso de dor, ponha gelo, mude o corte de cabelo
mude como o modelo
vá ao cinema, dê um sorriso, ainda que amarelo
esqueça seu cotovelo
se amargo for já ter sido, troque já esse vestido
troque o padrão do tecido
saia do sério, deixe os critérios, siga todos os sentidos
faça fazer sentido
a cada mil lágrimas sai um milagre
caso de tristeza, vire a mesa, coma só a sobremesa
coma somente a cereja
jogue para cima, faça cena, cante as rimas de um poema
sofra apenas, viva apenas
sendo só fissura, ou loucura, quem sabe casando cura
ninguém sabe o que procura
faça uma novena, reze um terço, caia fora do contexto
invente seu endereço
a cada milágrimas sai um milagre
mas se, apesar de banal,
chorar for inevitável
sinta o gosto do sal, do sal, do sal
sinta o gosto do sal
gota a gota, uma a uma
duas, três, dez, cem, mil lágrimas
sinta o milagre
a cada mil lágrimas sai um milagre
a cada milágrimas

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